terça-feira, 19 de maio de 2009

Aventura Insana











Hello pessoal, vida de artesã não é mole não... No último final de semana fui pra Curitiba a fim de participar de uma feira de artesanato internacional, a FEIARTE. Mega produções...




A princípio fiz contato com uma moça que estaria com um estande no local e que precisava de mercadorias artesanais para vender. Que maravilha - pensei - então me mandei pra lá com toda a minha produção do ano: 20 peças - 16 bolsas e 4 chales; fazer o tecido no tear é bem demorado...




Cheguei na sexta feira - primeiro dia da feira - e entreguei minhas mercadorias para a vendedora. então fui pra casa do meu irmão, que sempre me recebe de braços abertos. Lá chegando, contactei meus amigos curitibanos e os convidei para visitarem o estande onde minhas mercadorias estavam sendo expostas.




Ligações feitas e encontros marcados. O sábado estava prometendo... Sábado a tarde fui pra feira - afinal tinha que receber meus amigos - mas não fiquei no estande. Eu não era vendedora... Apenas dava uma passadinha de vez em quando para tirar umas fotos e ver se algum amigo já tinha chegado. É bem verdade que não me agradei muito com o que lá: minhas bolsas estavam num cantinho e os chales eram usados para esconder a estrutura de ferro do estande. E pra piorar, uma das vendedoras estava vendendo aquelas bolsas da 25 de Março... Bem baratinhas...




Fiz alguns comentários mas não me atreví a mexer em nada, apenas afastava um pouco as coisas pra poder fotografar meus produtos, e só. As vendedoras não sabiam nada do meu produto, então falei para elas como era aquela estória de fazer o tecido e depois montar a bolsa. Afinal de contas como elas iam vender um produto sem saber do que se tratava??




Minhas amigas curitibanas chegaram e passeamos bastante pela feira. Levei elas para o estande das bolsas e elas adoraram o meu trabalho. Mas porque pagar R$465,00 por uma bolsa se elas podem pagar apenas R$220,00 se comprarem direto de mim??? Pois é, minhas bolsas ficaram 130% mais caras. Surreal, a vendedora estava ganhando mais do que eu em cima dos meus produtos!!!!




Nenhuma venda, mas compreendi...




No domingo a vendedora me ligou me detonando e dizendo que era para ir buscar minhas mercadorias! Ela disse que não trabalhava de graça pra ninguém e que eu tinha mudado tudo de lugar, que tinha conversado com suas subalternas, enfim, não gostou nem um pouco da minha visita. Como trabalhar de graça; ela ganharia 130% em cima de cada mercadoria. A verdade é que ela tinha ido na 25 de Março, em São Paulo, pra comprar aquelas bugigangas e tinha que vende-las pra reaver o investimento, enquanto que a minha mercadoria não lhe custara nada!!




O que eu aprendi com essa história é que ninguém melhor do que eu pra vender os meus produtos. Meu marido que o diga...

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© 2009 Por Remo Yaconi Urrutia